|
Os cheques têm perdido espaço para os cartões de débito, sobretudo nas compras de menor valor, até R$ 25. "O cartão de débito é um pequeno concorrente do cheque", afirmou o presidente da ABVCheque (Associação Brasileira para a Valorização do Cheque), Carlos Alberto Pastor.
A ABVCheque é uma entidade recém-criada que tem como objetivo colher e divulgar dados sobre o cheque. "Houve um crescimento do cheque no mercado, e não existia nenhuma entidade que coletava informações", disse Pastor.
Os cheques movimentaram, no segmento varejista, R$ 2,2 trilhões no ano passado, sendo que os cartões movimentaram um montante que representa apenas 5% deste total. Dados de 2008 devem ser divulgados pela entidade nesta semana.
De acordo com Pastor, o uso do cheques, mesmo com a concorrência dos cartões, tem crescido de maneira significativa no Brasil. A expectativa da entidade é de um aumento em volume movimentado de R$ 140 bilhões quando comparados os anos de 2007 e de 2008. "A grande verdade é que o mercado quer receber mais cheques, porque o cartão tem taxas", disse o presidente da entidade.
Ele afirmou que o brasileiro prefere o cheque, devido ao fato de não haver problemas parecidos com o limite do cartão de crédito. "O consumidor pode usar a renda dele, se ele quiser, para comprar um bem", exemplificou. Além disso, as folhas permitem uma maior negociação com o lojista, quando são devolvidas, enquanto no cartão o cliente entra no rotativo e paga taxas altas de juros.
Conforme disse Pastor, o cheque é usado com mais freqüência pela população até a classe média, em todos os tipos de varejo. Oficialmente, o tíquete médio é de R$ 437. Porém, ele explicou que as pessoas podem emitir mais de uma folha de cheque em uma aquisição.
|