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A crise fez o mercado financeiro internacional parar para pensar sobre seus modelos de concessão de empréstimos. No Brasil, não foi diferente. É por isso que se retoma o tema cadastro positivo, além de outras ferramentas que podem diminuir os riscos da concessão de crédito no País, possibilitando até mesmo um empréstimo mais barato ao consumidor.
O cadastro com informações do comportamento de crédito do brasileiro, que poderia ser compartilhado por instituições financeiras, é uma discussão de longo prazo no Brasil. "Ele traz maior número de informações do ponto de vista do consumidor", explicou Pollhuber.
De acordo com ele, o cadastro melhora a qualidade de crédito e permite que as instituições façam uma análise mais potencial do cliente, o que gera maior competição. "De modo geral, se olhar a esperança mundial, em médio e longo prazos, diminui o spread bancário", completou o diretor comercial.
Já de acordo com o presidente da Serasa, Francisco Valim, com o cadastro positivo, as taxas de juros à pessoa física podem chegar a patamares de países desenvolvidos, de 2,5% a 3% ao mês. "Há espaço para caírem em 300 pontos-base os juros", disse ele durante o Congresso.
A crise mundial, chamada por alguns de apenas um ajuste, deve "separar o joio do trigo" no mercado de concessão de crédito. Isso porque, para aquelas instituições que foram menos conservadoras e arriscaram, poderá haver um aumento significativo da inadimplência. Para aquelas que foram menos agressivas, a taxa de não-pagamento não será um grande problema.
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