A Câmara de Comércio Eletrônico (Câmara E-bit) prevê para este Natal um crescimento de 25% nas vendas feitas via internet - em relação ao mesmo período do ano passado. Assim, o faturamento saltará do R$ 1,08 bilhão verificado no Natal de 2007 para cerca de R$ 1,35 bilhão. Para evitar os problemas que aborreceram os consumidores nos Natais passados - especialmente a descumprimento dos prazos de entrega -, as empresas de comércio eletrônico devem se aprimorar. "É preciso buscar experiência total nas compras via internet para que o consumidor continue comprando por esse meio", observa Cristiano Leoz, diretor executivo da agência Midiaweb - Inteligência Interativa, empresa especializada em soluções de marketing via web.
"Experiência total" significa fazer com que a relação com o cliente vá além da compra, define Leoz. "O consumidor online também interagir com a marca; ele quer dar e quer receber feedbacks.". O ideal, sugere, é fazer uso de sites em que o consumidor retorna para conferir o que pode haver de novo. Também é importante uma integração de sistemas eficaz - afinal, alerta Leoz, "a logística tem ser a primeira a funcionar bem".
Foi exatamente isso o que fez a rede varejista Havan, de Brusque (SC). Apesar de concentrar suas 15 lojas na Região Sul, a companhia tem conseguido estender suas vendas para todo o Brasil por meio do comércio online. Para satisfazer seus consumidores, a Havan investiu R$ 50 mil na aquisição de um sistema de ERP que interliga os processos internos. Tudo para não que não haja erros nas compras feitas via loja virtual. "O comércio eletrônico é o braço nacional da Havan. Hoje, a participação no faturamento é pequena, de apenas 1%, mas apostamos que cresça com força", prognostica Sandra Fagundes, gerente da Havan de Brusque. Apenas neste ano, as vendas da rede pelo e-commerce triplicaram. O site da Havan recebe diariamente entre 6 mil e 7 mil internautas.